Selecionado para Mar Del Plata e premiado no Ceará, Com a Mosca Azul é destaque em Festival de Curtas

"Com a Mosca Azul" se destaca em festiva realizado no nordeste.

com a mosca azul se destaca Selecionado para Mar Del Plata e premiado no Ceará, Com a Mosca Azul é destaque em Festival de CurtasCom exibição gratuita nesta terça-feira (30/8) na programação do Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, Com a Mosca Azul, de Cesar Netto, é um dos destaques da mostra paulista. Conta a história de alguns amigos que se reúnem no apartamento de dois deles para tomar uma cervejinha e bater um papo. Nada fora do comum se, em poucos minutos, o espectador não fosse levado a embarcar numa divertida trama de realismo fantástico na qual os protagonistas têm o ciclo de vida semelhante ao de uma mosca.

A ideia do curta surgiu de um bate-papo entre o diretor e o roteirista Rodolfo Barreto sobre a existência humana. “Após horas sobre o assunto, o papo acabou com a seguinte questão: ‘Como seria nossa percepção da vida se soubéssemos que a gente iria viver apenas 5 ou 6 dias a partir do nascimento?’”, conta Netto em entrevista ao Cineclick. Desse primeiro questionamento foram surgindo outros (Será que a gente seria tão sensível em relação às mortes dos que estão em volta? Teríamos uma relação familiar forte?) que ajudaram a dar forma ao criativo roteiro do filme .

A grande sacada de Com a Mosca Azul é mostrar tais personagens vivendo o mesmo tipo de banalidade encontrado em nossas vidas, apenas avançando de um momento a outro, ignorando ou fingindo ignorar a finitude inevitável que nos espera. “Os amigos se encontram como todo mundo se encontra. A conversa é casual, sem importância e tão vazio quanto diversos outros encontros. [...] A morte é uma notícia tão normal quanto dizer que a cerveja não está muito gelada ou se alguém quer um amendoim. Cada um quer saber do seu”, avalia Netto.

Apesar de tratar de uma tema sério, ter uma fotografia escura (de Christian Perez), em um lugar propositalmente imundo (cenografia de Rita Paste) e trilha sombria (produzida pela Angels), Com a Mosca Azul inevitavelmente leva o espectador ao riso diante do insólito da situação. “É só a primeira morte acontecer pra todo mundo cair na risada. Na primeira vez em que isso aconteceu, lá no Festival de Brasília, pensamos que seria o fim. Porém, o filme consegue fazer com que as risadas fiquem cada vez espaçadas e menores a cada morte até só restar o silêncio e a reflexão”, conclui o diretor, que agora trabalha no curta Satúrnica. “Para quem gostou do surrealismo de Com a mosca azul, aguarde que esse promete”, avisa Netto.

Fonte:Cine Click


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